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Casa de sítio ou fazenda. Como é viver no campo?

Como são as casas de sítios os de fazendas? Quais as diferenças entre viver no campo e viver na cidade para uma pessoa que passou pelos dois estilos de vida? Veja a análise a seguir.

As casas das zonas rurais são bastante diferentes das que vemos hoje nas nossas cidades e o estilo de vida no campo também conta com muitos contrastes da vida urbana. É claro que há casos e casos e não dá para fazer generalizações, mas existem alguns contrastes muito evidentes. Eu nasci e fui criado em um sítio no interior de Minas Gerais e a vida naquela época era dura e gostosa ao mesmo tempo. Abaixo descreverei um pouco disso

Casa de sítio

Naquela época as casas não tinham energia elétrica, mas depois houve um programa do governo que ajudou muita gente e passaram a contar com a energia e a água era de mina, pura que dava gosto. A infraestrutura era muito básica e as construções não tinham nada de luxo, mas prezava pelo espaço, já que era comum encontrar casas grandes com muitos cômodos, uns ligando aos outros.

A grande características das casas de sítio é o fato de você não ter limitação de espaço quando sai da porta para fora. Não há muros e a casa integra com tudo em volta. Assim, ainda que a casa em si seja pequena, você não percebe muito isso, pois em muitos casos a casa é mais o local de dormir ou comer, já que a vida se passa muito lá fora e ai não há limitações.

Outro fator importantíssimo é o clima que é muito mais agradável do que temos hoje nas cidades, especialmente nas médias e grandes cidades que se tornaram verdadeiras ilhas de calor, pelo excesso de concreto e asfalto que retém o calor do sol, mesmo depois que ele se põe.

É verdade que eu morava em uma região que fica em torno de 1000 metros acima do nível do mar e a minha casa era em uma baixada, com isso o frio era mais intenso ainda. Mesmo no verão as temperaturas eram mais agradável.

Veja aqui uma galeria de casas de sítios

Ventilação e iluminação

Hoje vivendo na cidade e acompanhando os enormes problemas habitacionais fico imaginando na riqueza que havia ali. As casas eram simples, é verdade, mas era super ventiladas, com iluminação natural e totalmente ecológicas. Não é isso que estão buscando fazer nas cidades?

O problema do êxodo rural que transferiu as pessoas do campo para as cidades em busca de uma vida melhor, gerou enormes problemas habitacionais com pessoas vivendo amontoadas em verdadeiros cubículos. Olho para isso e sinto saudade da simplicidade da casa do sítio e de como era viver no campo.

Para finalizar este tópico não tínhamos um problema que hoje é uma praga nas cidades: barulho. Na maioria dos casos se ouvia a noite apenas uivado de lobos ou o cachorro da casa quando alguma coisa que aproximava. No mais era silêncio. Hoje na cidade você tem carros, buzinas, som automotivo, vizinhos com som alto, festas barulhentas e em alguns casos vizinhos muito próximos que causa muito atrito, especialmente em relação ao barulho. Não é atoa que estamos tão estressados.

Segurança e liberdade

Pelo menos na época em que morei no sítio a questão da segurança era algo na qual nós tínhamos pouquíssima preocupação e nenhum registro que eu me lembre de problema maior envolvendo a nossa segurança ali.

Vez ou outra ouvia-se algum comentário de alguns pequenos furtos, mas ela era algo que preocupava muito pouco e pelo menos durante toda minha infância e parte da juventude em que vivi ali, acredito que a questão da segurança foi um dos itens que menos nos preocupou.

Lamentavelmente, hoje a situação já é bem diferente mesmo na região onde eu morava que era extremamente tranquila. Hoje ao visitar parentes e conhecidos ali, ouvimos histórias preocupantes para um local que era pacato demais.

Outro aspecto que a vida no campo proporciona é a liberdade e como sabemos a liberdade é um dos maiores bens que o homem pode ter aqui na terra.

Acordar de manhã e ter aquela imensidão do espaço à sua disposição, sem vizinhos ao lado e eles todos os problemas que conhecemos, podendo desfrutar livremente de tudo aquilo que existe ali é uma sensação que acredito que somente aqueles que viveram isso de maneira plena consegue compreender o grande valor disso.

Alimentação

Este é um outro aspecto que tem um forte contraste entre a vida no campo e na cidade e que hoje eu sinto uma diferença enorme na maneira como era feito alimentação no campo e como é feito hoje na cidade.

Ali plantávamos praticamente tudo que comíamos: frutas, verduras, legumes, muitos grãos e com isso a base da nossa alimentação era puramente orgânica e in natura.

Como sabemos, hoje na cidade dependemos muito de produtos industrializados que apesar de serem práticos e fáceis de preparar, não tem o mesmo valor dos produtos orgânicos colhidos ali na hora que você plantou e viu crescer diante dos seus olhos.

A vida no campo

A vida no campo é marcada pela liberdade de ir e vir a qualquer hora, de comer de tudo sem precisar ficar com medo de como aquilo foi feito, de respirar ar puro e ter noites agradáveis para dormir, muito diferente das noites de verão nas cidades onde o concreto esquenta durante o dia e forma uma enorme ilha de calor a noite, entre outras características.

É claro que o trabalho era duro, o acesso a escola e outras coisas eram limitados ou pelo menos dificultado. Talvez este tenha sido o grande motivo que levou muitas a vir para as cidades.

Muitas dessas coisas hoje são bem diferentes por lá e por aqui também no interior de São Paulo, já que houve muita modernização no campo, o trabalho braçal que existia antes hoje tem sido substituído por máquinas ou técnicas agrícolas que minimizam o esforço humano e maximiza a produtividade.

Uma dessas técnicas que muito me impressiona foi uma que vi a pouco tempo no Globo Rural (sim, eu assisto), onde eles desenvolveram sementes que são resistentes ao Glifosato (herbicida usado para matar plantas), com isso eles aplicam o Glifosato em toda a plantação e ele mata as ervas daninhas, mas não as plantas que usaram a tal semente modificada. Quem dera em minha época tivesse isso. Tinha o Glifosato que na época era o Roundup, mas ele matava tudo e por isso era usado em alguns casos apenas e quando dava para separar as ervas das plantas.

Veja aqui uma galeria de fotos de roça

Trocar a vida na cidade pelo campo

Eu troquei a vida no campo pela cidade e hoje me pergunto se faria o inverso. Sinceramente, hoje ainda não dá por inúmeras razões, como compromissos assumidos, a família que foi criada na cidade e naturalmente não vê a vida no campo com os mesmos olhos que eu, entre outras coisas.

Mas a ideia para o futuro é que isso possa ocorrer, ainda que não definitivamente, mas pelo menos em parte do tempo. Aliar a vida no campo e na cidade não é uma ideia que me desagrada.

O tempo a Deus pertence!

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