Dicas e informações sobre casa e construção

É melhor fazer um consórcio ou financiar a casa própria?

Será que o consórcio de uma melhor alternativa para aquisição da casa própria do que o financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal, por exemplo? Veja as dicas abaixo.

Os caminhos que levam uma pessoa a comprar a casa própria pode variar de caso para caso, a recomendação é que a casa própria deveria ser comprada a vista, mas nem todas as pessoas têm dinheiro suficiente para isso ou são capazes de gerar renda curto prazo suficiente para pagar a vista é uma casa uma apartamento. Diante desta dificuldade muitos buscam alternativas como financiamento imobiliário ou mesmo o consórcio de imóveis e acredito que boa parte das pessoas devem ter alguma dificuldade em definir qual das duas opções é mais indicada para compra de um imóvel. Primeiro gostaria que você vesse se o vídeo abaixo onde o professor de finanças algumas dicas a respeito de consórcio e financiamento habitacional.

Como já comprei uma casa via financiamento avaliei a possibilidade da compra de outro via consórcio, gostaria de sugerir algumas dicas adicionais para aqueles que pretendem tomar esta decisão:

  • O consórcio apesar de não ter juros tem a taxa de administração e ela é significativa, então o valor que você pagará no final das contas não é equivalente ao valor do imóvel, mas acrescido desta taxa.
  • No financiamento você toma posse do bem financiado logo que o financiamento é aprovado, já no consórcio você precisará ser contemplado para ter a carta de crédito ou fazer um lance.
  • Pelo fato dos consórcios serem de prazos bem menores que o financiamento, o valor da prestação também é bem maior. Este é um detalhe importante, pois os consórcios giram em torno de 120 a 150 meses no máximo e o financiamento poderá chegar a 420 meses.
  • O consórcio tem a vantagem de você ter a carta de crédito em mãos e poder escolher melhor o imóvel, já no financiamento, o imóvel precisará passar pela aprovação do banco financiador e não é qualquer tipo que será aprovado.

Outras dicas

Finalmente outro vídeo com uma entrevista interessante e com explicação de alguns termos técnicos e alguns conceitos relacionados à aquisição de imóveis via financiamento.

Dicas para quem pretende fazer consórcio:

  • Sem pressa: Se tiver muita pressa não é uma boa alternativa. A modalidade de consórcio é feita para pessoas que podem esperar para ter o bem e fazer um investimento a médio ou longo prazo, sem a preocupação de ter aquele bem de maneira muito imediata. Existem casos em que a pessoa é logo sorteada, mas esta é uma consequência natural, assim como pode acontecer da pessoa ser a última sorteada no consórcio. O que vale aqui é a intenção da pessoa na hora de assinar o contrato, pois precisa ficar evidente que que é um investimento onde você não sabe exatamente em que momento terá o bem e, portanto, precisará esperar.
  • Taxa de administração: Verifique a taxa de administração do consórcio, IOF e outros custos e avalie se vale a pena do ponto de vista financeiro. Essa taxa de administração e cobrada pela administradora do consórcio e ela tem uma incidência mensal no valor da parcela que você paga. Desta forma, é importante olhar com atenção quais são os valores que você está pagando e comparar com outras modalidades de crédito, como financiamento para avaliar qual deles vale mais a pena.
  • Administradora do consórcio: Escolha uma instituição idônea. A Caixa é uma boa alternativa, até pela tradição em financiamento de imóveis. Infelizmente existem algumas empresas que não são tão sólidas e, portanto, como é investimento de médio longo prazo, é importante contratar o consórcio de uma instituição que dê boas garantias.
  • Prestações baixas: Não compromete muito a sua renda com a prestação do consórcio. O ideal é no máximo 30% da sua renda. Existe uma regra em financiamento de que você não pode comprometer mais do que 30% da sua renda, creio que o mesmo princípio se aplica também ao caso do consórcio, afinal de contas você terá outros gastos, sendo necessário um equilíbrio financeiro.
  • A hora de dar lances: Sobre os lances é melhor esperar um pouco até que fique viável tentar oferecer um lance e obter a carta de crédito. O lance é uma estratégia que você pode usar para antecipar a retirada do bem, quando você dá um lance e outras pessoas também faz, aquele que deram maior lance podem antecipar a retirada do bem mesmo antes de terminar o consórcio. Mas tudo isso vai depender das regras de cada consórcio e a preciso ler o contrato para entender bem qual é a sua situação.
  • Avalie as alternativas: Antes de assinar um contrato de consórcio avalie outras alternativas, como por exemplo comprar através de alguma linha de financiamento e assim fazer uma comparação tanto financeira, quanto de resultado para que você tenha certeza de estar fazendo o melhor negócio.
  • Cuidado com outras contas: Por fim e não menos importante, tenha cuidado com outras contas que você já tem assumido ou que venha a assumir. Lembre-se do que expliquei acima sobre os 30% de comprovação de renda, por padrão esses 30% deveria ser comprometido com todos os financiamentos e empréstimos que você tem, e isto inclui as compras a prazo.

Dicas para quem pretende financiar a casa própria:

Nome limpo: 

Para fazer um financiamento imobiliário, o ponto de partida é você ter o nome limpo. Os bancos que financiam imóveis fazem uma boa análise de crédito e até onde eu sei dificilmente você vai conseguir a aprovação do financiamento se você estiver inadimplente ou com alguma restrição em seu nome, ou no nome de qualquer uma das pessoas da sua família que for participar do contrato de financiamento. Como você deve saber, é possível que várias pessoas façam parte do financiamento e assim acumular renda para tentar um crédito maior.

Prefira imóveis novos: 

De preferência por imóveis novos, pois você fará a compra de um imóvel para um período muito longo, uma vez que os financiamentos imobiliários chegam a 35 anos. Desta forma é importante você pensar no imóvel a longo prazo e, portanto, nesse aspecto os imóveis novos tendem a ter uma vida útil mais longa. Também é possível levar em consideração o fato de que o imóvel novo pode ser aprovado mais facilmente pelo banco irá financiar, uma vez que eles fazem também uma avaliação do imóvel em si. Não quero dizer com isso que imóveis usados não possam ser financiados, mas a chance de ele ter mais problema pode ser maior do que um imóvel que acabou de ser construído.

Cuidado com a taxa de juros: 

A taxa de juros é um item que você precisar ficar muito atento antes de assinar o contrato de financiamento. Ela terá um impacto muito grande no valor da prestação que você irá pagar, bem como no montante final o que você pagará quanto quitar o imóvel. Quando você pagar sua prestação mensal, uma parte dela é usada para amortizar a dívida e a outra parte para pagar os juros, assim se a taxa de juros for muito alta, você acaba pagando mais juros do que amortizando a dívida em si.

Quanto mais curto o financiamento, melhor: 

Uma forma de tentar pagar menos juros encurtar o tempo de financiamento, assim a invés de optar pelo limite de 35 anos, faça algumas simulações e veja se não é melhor financiar a casa em um período menor, como 10, 15 ou 20 anos, por exemplo.

Pesquise, mas a Caixa é a melhor opção: 

Você pode e deve fazer uma pesquisa em vários bancos, fazendo simulações, analisando taxas de juros e outras condições para que você encontre a melhor opção. Normalmente a Caixa acaba sendo a melhor alternativa, exceto para pessoas que já são clientes de outros bancos e tem um bom relacionamento com eles, nesses casos é possível conseguir uma negociação com o banco que acaba valendo mais a pena.

 

 

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